Motoristas que trabalham para o Consórcio Guaicurus em Campo Grande acusam os empresários de forjar greves como forma de pressionar a prefeitura a liberar verbas. Segundo os motoristas, essas paralisações são orquestradas pelos donos das empresas de ônibus, com o apoio de sindicalistas e, possivelmente, de representantes do poder público.
Um motorista, que não quis ser identificado, relatou que é comum chegar ao trabalho e ser informado pelos chefes que não pode sair com o ônibus, sem qualquer aviso prévio. “Isso não é um movimento legítimo, é uma armação”, afirma. Ele também revelou que os encarregados dos empresários admitem que o objetivo é pressionar a prefeitura a liberar verbas.
A mais recente paralisação aconteceu em uma quarta-feira, quando os motoristas foram informados de que não podiam sair com os ônibus, alegando que era uma greve por causa do atraso no adiantamento do vale mensal. No entanto, os motoristas negam que tenha sido uma decisão deles e afirmam que foram impedidos de trabalhar pelos chefes.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU) nega as acusações de “peleguismo” e afirma que a greve foi uma decisão legítima dos trabalhadores. No entanto, os motoristas contestam essa versão e afirmam que o sindicato está envolvido na armação.
A paralisação teve um grande impacto nos usuários do transporte coletivo, que ficaram sem ônibus durante uma hora. A prefeitura acabou liberando R$ 1,6 milhão para o Consórcio Guaicurus, o que levou a uma rápida retomada do serviço.
Os motoristas também denunciam as condições de trabalho precárias, com ônibus sucateados e falta de segurança. Além disso, eles relatam que a empresa não oferece suporte adequado em caso de acidentes e que os salários são baixos.
Um ex-funcionário do Consórcio Guaicurus relatou que a empresa não possui seguro para cobrir os reparos nos veículos e que os motoristas são frequentemente pressionados a arcar com as despesas em caso de acidentes. Ele também denunciou um caso de racismo que sofreu enquanto trabalhava na empresa.
Os motoristas também criticam a falta de transparência e a manipulação das informações por parte do Consórcio Guaicurus e do sindicato. Eles afirmam que a população precisa entender o que está acontecendo por trás das cenas e que os motoristas não são os responsáveis pelas paralisações.
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Fonte: MIDIAMAX.COM.BR – [Leia a matéria completa](https://midiamax.com.br/cotidiano/2025/extorsao-velada-motoristas-acusam-consorcio-guaicurus-forjar-greves-mais-verba/)
Fonte: Midiamax.com.br



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