Um relatório recente divulgado pela Transparência Brasil aponta que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é um dos três órgãos do país que não divulgam a identificação de seus membros nos contracheques disponibilizados no Portal Transparência. Essa prática, segundo a entidade, impede a análise individualizada dos salários e benefícios dos membros do MPMS.
A Transparência Brasil destaca que o MPMS, juntamente com o Ministério Público de Santa Catarina, também oculta a matrícula dos membros nos salários, contrariando expressamente a Resolução CNMP nº 89/2012. Essa resolução exige o detalhamento nominal dos vencimentos, garantindo transparência e controle social sobre as instituições públicas. A entidade afirma que denunciou a falta de transparência ao Conselho Nacional dos Ministérios Públicos (CNMP), mas a Ouvidora Nacional alegou não haver irregularidades.
A situação é considerada um retrocesso na luta pela transparência e pode estimular outros órgãos a adotar práticas semelhantes. A Transparência Brasil argumenta que a opacidade nos salários e benefícios dos membros do MPMS é uma forma de proteger os altos vencimentos, que muitas vezes ultrapassam o teto constitucional. A entidade defende que, em vez de ocultar informações, os órgãos públicos deveriam trabalhar para reduzir os benefícios indenizatórios e promover a transparência como forma de mitigar os efeitos negativos da publicização de seus vencimentos.
A falta de transparência no MPMS é vista como incompatível com a missão do órgão, que deveria ser essencial para a defesa e a manutenção da democracia. Diante disso, a Transparência Brasil emitiu recomendações ao CNMP, incluindo a criação de um canal de diálogo com a sociedade civil para ampliar a transparência e a revogação de alterações que permitem a ocultação de informações.
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Fonte: MIDIAMAX.UOL.COM.BR – [Leia a matéria completa](https://midiamax.uol.com.br/politica/transparencia/2025/mpms-viola-resolucao-esconder-salario-membros-diz-transparencia-brasil/)
Fonte: Midiamax



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