A volatilidade nos preços do petróleo, influenciada pela guerra no Irã, trouxe incerteza ao mercado financeiro, moderando as expectativas sobre o início do ciclo de redução de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Antes do conflito, a maioria apostava em um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica, a Selic, mas agora muitos admitem a possibilidade de uma decisão mais conservadora, com alguns até questionando se haverá redução na taxa atual de 15% ao ano.
A alta nos preços do petróleo, que chegou a quase 30% em uma variação diária, fez com que os investidores reavaliassem suas expectativas. Embora os preços tenham recuado após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim da guerra, nova onda de ataques levou os preços a superarem novamente a casa de US$ 100 por barril. Essa volatilidade permanece, deixando o mercado em alerta.
Especialistas, como Fabio Kanczuk, diretor de macroeconomia do ASA e ex-diretor do Banco Central, veem indefinição na magnitude do primeiro corte de juros. Kanczuk ressalta que o Banco Central está acostumado a lidar com choques vindos dos preços do petróleo, mas a velocidade escolhida para reduzir a Selic pode depender da persistência e da intensidade do choque. Outros especialistas, como Sérgio Goldenstein, sócio e fundador da Eytse Estratégia e ex-chefe do departamento de Operações do Mercado Aberto do BC, defendem um corte de 0,5 ponto percentual, considerando que isso já é um ritmo cauteloso no cenário atual.
A decisão do Copom é aguardada com atenção redobrada, considerando os efeitos da política de juros sobre a atividade econômica e a inflação. O tamanho do ciclo de queda da Selic vai depender da persistência e da intensidade do choque provocado pela guerra, além do cenário político do Brasil e do comportamento do câmbio.
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Fonte: WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR – [Leia a matéria completa](https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/mercado-ve-chance-de-copom-iniciar-corte-de-juros-com-intensidade-menor-diante-de-alta-do-petroleo.shtml)}
Fonte: Www1.folha.uol.com.br



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