O uso excessivo de redes sociais por adolescentes tem sido cada vez mais associado a uma série de problemas de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade, distúrbios do sono e transtornos alimentares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Academia Americana de Pediatria e o Ministério da Saúde, o acesso a redes sociais deve ser evitado até os 12 anos e rigidamente controlado até os 17 anos. Isso se deve ao fato de que a exposição contínua a conteúdos idealizados e a ausência de regulação externa podem causar danos neuropsicológicos significativos durante a fase de intensa plasticidade cerebral que ocorre entre os 12 e 17 anos.
Especialistas alertam que o uso problemático de redes sociais não se resume apenas ao tempo de tela, mas também à perda de controle, ao sofrimento emocional e aos prejuízos nas atividades diárias. A comparação constante com padrões idealizados e a busca por validação nas redes sociais podem gerar um ciclo de frustração contínua, distorcendo a percepção da realidade e elevando as cobranças internas. Além disso, os efeitos do uso abusivo das redes sociais podem ser percebidos de forma cada vez mais precoce, incluindo cansaço diurno, dificuldade de concentração, oscilações de humor e até sinais de abstinência quando o celular é retirado.
Os especialistas recomendam que os pais e responsáveis monitorem de perto o comportamento online dos adolescentes, não apenas o tempo de uso, mas também os conteúdos acessados e as interações estabelecidas. A resistência à supervisão também pode ser um sinal de alerta. A OMS e a Academia Americana de Pediatria recomendam que adolescentes não ultrapassem duas horas diárias de redes sociais e que o uso seja evitado antes de dormir. Estudos recentes reforçam a relação entre o uso prolongado de redes e o aumento de sintomas depressivos entre jovens, destacando a importância da regulação e orientação para prevenir esses problemas.
A desinformação, comparação e validação nas redes sociais também apresentam riscos indiretos, incluindo a exposição a conteúdos distorcidos, desinformação, discursos de ódio, cyberbullying e pressões de pertencimento. Isso pode comprometer o desempenho escolar, o desenvolvimento emocional e a construção da identidade. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde brasileiro e outros países têm discutido legislações específicas para restringir o acesso de menores às plataformas e exigir mais transparência dos algoritmos.
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Fonte: SEMANAON.COM.BR – [Leia a matéria completa](https://semanaon.com.br/comportamento/tempo-excessivo-nas-redes-sociais-amplia-riscos-em-adolescentes/)
Fonte: Semanaon.com.br



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