Juíza manda perita explicar laudo que livra JBS de poluir córrego turístico em MS

por | set 14, 2025 | capital

Um caso de poluição ambiental envolvendo a empresa JBS em Mato Grosso do Sul tem ganhado atenção judicial. A juíza Cristiane Aparecida Biberg de Oliveira ordenou que a perícia apresente explicações sobre um laudo que isentou a JBS de responsabilidades por suposta poluição no Córrego do Baile, uma atração turística em Nova Andradina. Esse laudo foi questionado pelo promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, que apontou falhas na avaliação da perita, o que poderia comprometer a responsabilização da empresa por danos ambientais estimados em R$ 708 mil.

A juíza deu um prazo de 15 dias para que a perícia forneça justificativas detalhadas sobre a natureza e os efeitos concretos dos impactos ambientais descritos no laudo, além de esclarecer de forma objetiva se houve dano ambiental pretérito. O promotor sustenta que o laudo pericial é incompleto e falho, pois não reconhece a ocorrência de dano ambiental e atesta a eficiência do sistema de tratamento de efluentes da empresa sem o devido subsídio técnico. Além disso, o laudo pericial se baseou em dados antigos, de 2016, e não realizou coletas e análises atuais dos resíduos lançados no córrego.

A empresa JBS, que teve um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, havia tentado alongar o processo, que culminou na realização da perícia em julho do ano passado. No entanto, o promotor de Justiça busca a nulidade da perícia e a realização de uma nova análise para determinar a eficiência atual do sistema de tratamento de efluentes e a extensão da degradação ambiental. A JBS, por sua vez, reitera que a perícia judicial confirmou a eficiência do seu sistema de tratamento de efluentes e concluiu que não houve danos ambientais resultantes da operação no Córrego do Baile.

O caso tem um histórico de fiscalização ambiental. Em 2014, o Ibama aplicou uma multa de R$ 600 mil à JBS por lançar resíduos e poluir o Córrego Baile, após laudos laboratoriais demonstrarem que os efluentes lançados pelo frigorífico estavam fora dos padrões permitidos. A denúncia inicial veio de moradores que utilizavam o córrego para se banharem e relataram mau cheiro no local e pele engordurada após o banho.

Fonte: MIDIAMAX.UOL.COM.BR – [Leia a matéria completa](https://midiamax.uol.com.br/politica/transparencia/2025/juiza-manda-perita-explicar-laudo-livra-jbs-poluir-corrego-turistico-ms/)


Fonte: Midiamax

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